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Outubro Rosa • Câncer de mama e reabilitação

Outubro Rosa: prevenção do câncer de mama, sinais de alerta e a importância do movimento

Lidiane Meira MartesPublicado em 02 de outubro de 20267 min de leitura

Cuidar da saúde das mamas precisa fazer parte da rotina da mulher durante o ano inteiro — e manter o corpo em movimento também faz parte desse cuidado.

Outubro Rosa All Care Fisioterapia – prevenção do câncer de mama, diagnóstico precoce e movimento

Todos os anos, o Outubro Rosa reforça uma mensagem fundamental: cuidar da saúde das mamas precisa fazer parte da rotina da mulher durante o ano inteiro.

Mais do que lembrar da realização de exames, a campanha é uma oportunidade para falar sobre prevenção, hábitos de vida, conhecimento do próprio corpo, diagnóstico precoce e qualidade de vida.

E existe um ponto que merece cada vez mais atenção: manter o corpo em movimento também faz parte desse cuidado.

O câncer de mama pode ser prevenido?

Nem todos os casos de câncer de mama podem ser evitados.

Existem fatores que não podem ser modificados, como idade, características genéticas, história familiar e fatores relacionados à vida reprodutiva.

Por outro lado, existem fatores relacionados ao estilo de vida sobre os quais podemos atuar.

De acordo com o Instituto Nacional de Câncer (INCA), algumas atitudes contribuem para a prevenção do câncer de mama:

  • praticar atividade física regularmente;
  • manter o peso corporal adequado;
  • adotar uma alimentação saudável;
  • evitar o consumo de bebidas alcoólicas;
  • reduzir o comportamento sedentário.

Prevenção, portanto, não significa apenas realizar exames. Significa também cuidar diariamente da saúde.

Atividade física também faz parte da prevenção

O movimento tem um papel importante na saúde da mulher.

Segundo o INCA, a atividade física contribui para a prevenção de alguns tipos de câncer, entre eles o câncer de mama.

E isso não significa obrigatoriamente frequentar uma academia.

Caminhar, dançar, andar de bicicleta, realizar exercícios orientados, praticar Pilates ou simplesmente incluir mais movimento nas atividades cotidianas são possibilidades.

O mais importante é reduzir o sedentarismo e encontrar uma forma de se movimentar que seja segura, prazerosa e possível de ser mantida ao longo do tempo.

Para pessoas que apresentam dor, limitações de movimento, alterações de equilíbrio, fraqueza ou outras condições que dificultem iniciar uma atividade física, uma avaliação profissional pode ajudar a definir a estratégia mais adequada.

Conhecer o próprio corpo é importante

Conhecer a aparência e as características habituais das próprias mamas ajuda a perceber mudanças.

Atualmente, a orientação não é depender exclusivamente de um “autoexame” realizado seguindo uma técnica ou em um determinado dia do mês.

O mais importante é estar familiarizada com o próprio corpo e procurar atendimento quando perceber alguma alteração.

Alguns sinais merecem investigação médica:

  • presença de nódulo ou área endurecida na mama;
  • nódulo que aumenta de tamanho;
  • alteração no formato da mama;
  • retração da pele;
  • pele com aspecto semelhante à casca de laranja;
  • alteração ou retração do mamilo;
  • saída espontânea de líquido por um dos mamilos;
  • aumento progressivo do tamanho de uma das mamas;
  • nódulos na região das axilas ou do pescoço.

Ter um desses sinais não significa necessariamente ter câncer.

No entanto, qualquer alteração persistente deve ser avaliada por um profissional de saúde.

Mamografia: quando fazer?

A mamografia é um dos principais exames utilizados para detectar alterações suspeitas nas mamas, inclusive antes que sejam percebidas.

É importante diferenciar duas situações.

Mamografia de rastreamento

É realizada em mulheres que não apresentam sinais ou sintomas suspeitos.

Atualmente, o Ministério da Saúde orienta que o rastreamento mamográfico populacional no SUS seja realizado prioritariamente em mulheres entre 50 e 74 anos, a cada dois anos.

Mulheres entre 40 e 49 anos ou acima de 74 anos também podem realizar mamografia no SUS por demanda, após orientação profissional sobre os possíveis benefícios e riscos.

Mamografia para investigação diagnóstica

Quando existe um sinal, sintoma ou alteração suspeita, a situação é diferente.

Nesse caso, a mulher deve procurar atendimento para avaliação clínica e investigação adequada, independentemente de estar ou não dentro da faixa etária utilizada para o rastreamento populacional.

E depois do diagnóstico? O movimento continua importante?

Sim.

A atividade física também pode ter importância durante e após o tratamento oncológico, desde que respeitadas as condições clínicas e as orientações da equipe responsável.

O INCA destaca que pessoas que tiveram câncer de mama podem se beneficiar da manutenção ou do aumento da atividade física, com melhora da qualidade de vida relacionada à saúde.

O cuidado, porém, precisa ser individualizado.

Cirurgias, quimioterapia, radioterapia e outros tratamentos podem provocar alterações diferentes em cada pessoa.

Onde a fisioterapia pode ajudar após o tratamento do câncer de mama?

Após uma cirurgia ou durante o processo de recuperação, algumas mulheres podem apresentar alterações funcionais como:

  • dificuldade para levantar ou movimentar o braço;
  • redução da amplitude de movimento do ombro;
  • sensação de tensão ou repuxamento;
  • dor;
  • perda de força;
  • alterações posturais;
  • medo de movimentar o membro operado;
  • dificuldade para retornar às atividades habituais;
  • alterações relacionadas ao edema e ao sistema linfático.

Nesses casos, a fisioterapia pode integrar o processo de reabilitação.

A avaliação fisioterapêutica permite identificar quais movimentos, atividades e funções estão comprometidos e definir uma abordagem individualizada para recuperar mobilidade, força, funcionalidade e independência.

O objetivo não é apenas recuperar um braço. É recuperar funcionalidade.

Depois de um tratamento importante, atividades que antes pareciam simples podem se tornar difíceis:

  • pentear o cabelo;
  • vestir uma roupa;
  • alcançar um objeto em uma prateleira;
  • carregar objetos;
  • dormir confortavelmente;
  • retornar ao trabalho;
  • retomar exercícios e atividades cotidianas.

Por isso, uma reabilitação adequada não deve olhar somente para uma articulação ou para uma cicatriz.

É preciso compreender como aquela mulher está se movimentando e de que maneira as limitações estão interferindo em sua vida diária.

Esse é um dos princípios do trabalho fisioterapêutico: recuperar função para que a pessoa possa retomar suas atividades com segurança e confiança.

Outubro Rosa: cuidado não deve acontecer somente em outubro

O Outubro Rosa é um lembrete.

Mas prevenção e cuidado precisam continuar durante todo o ano.

  1. Observe seu corpo.
  2. Mantenha seu acompanhamento de saúde.
  3. Realize os exames indicados para você.
  4. Adote hábitos de vida saudáveis.
  5. Movimente-se.

Seu movimento também merece atenção.

Se você apresenta dor, limitação de movimento, perda de força ou dificuldade para retomar suas atividades, uma avaliação fisioterapêutica pode ajudar a entender o que está limitando sua funcionalidade.

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Referências e fontes

Este conteúdo possui finalidade informativa e educativa e não substitui avaliação, diagnóstico ou acompanhamento individualizado por profissional de saúde.

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